segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Resenha Crítica: Lençóis contaminados dos EUA são usados em indústria têxtil no Brasil

"Após escândalo de lixo hospitalar em indústria têxtil de Pernambuco, Diário apura destinação do material no RN"

No dia 14 de outubro de 2011, foi detonada a existência de uma máfia do lixo hospitalar, após apreensão de 46 toneladas de lixo hospitalar vindos dos Estados Unidos no Porto de Suape (PE), o escândalo começou a vir á tona quando foi descoberto que lençóis de hospitais eram utilizados na produção de forros de bolsos revendidos a indústrias brasileiras.

As autoridades investigam agora o que ocorria com o material antes de sair do lixo para as camas e calças dos consumidores brasileiros;

Sabe-se até agora que os lençóis são oriundos de grandes hospitais norte-americanos e até de alguns brasileiros.

É um absurdo tal ocorrência nos dias atuais, é incabível e inaceitável tal descumprimento das normas da ANVISA, a qual estabelece um fim seguro á materiais potencialmente contaminantes.

O processo a ser seguido no caso dos lençóis seria incineração ou descarte como lixo comum somente após rigorosa desinfecção.

A falta de cuidados necessários ao descarte de materiais contaminantes pode implicar na proliferação de varias doenças.

Os lençóis hospitalares possuem inúmeras secreções humanas de pacientes possivelmente contaminados com diversas enfermidades.

Tenho certeza que ninguém gostaria de utilizar uma calça jeans ao saber que a mesma possui um forro no qual pode haver vestígios de AIDS por exemplo.

Espero sinceramente que haja de agora em diante uma minuciosa inspeção no que diz respeito ao descarte destes materiais, tais cuidados representam respeito á vida e a saúde de toda a população.

sábado, 5 de novembro de 2011

Resenha do Blog

Este blog trata de um assunto muito importante relacionado á saúde:

O descarte de resíduos de serviços de saúde.

Para elaboração deste trabalho os membros do grupo recorreram á diversas fontes visando aumentar e transmitir conhecimento a respeito do tema.

No texto "RSS e Saúde pública" podem perceber o descaso com que era tratado o lixo hospitalar antes de sete de setembro de 2004, data em que entrou em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, n° 306, onde estão definidas as classificações dos RSS bem como o devido gerenciamento a ser dado para cada grupo.

Apesar da resolução, ainda ocorrem falhas em nosso país no processo de descarte desses materiais.

No texto "o preço da irresponsabilidade", podemos conferir um dos acidentes ocasionados pelo descuido e desrespeito no tratamento de RSS (resíduos de serviço de saúde). Na ocasião, o descarte do isótopo Césio-137 não havia seguido aos padrões de segurança, levando á um grave acidente com causas irreparáveis que é lembrado até os dias atuais.

Mais as frentes podem conferir a entrevista realizada com Joice Santoro, onde nos é esclarecido como é feita a separação, coleta, e por fim para onde são direcionados os resíduos que não mais serão utilizados num hospital.

Nessa mesma entrevista notamos a importância da separação correta dos diferentes tipos de descartes, a organização que é feita por cores e a preocupação no reaproveitamento e reciclagem dos mesmos.

A charge "desrespeito á vida", nos mostra de uma forma descontraída o destino do lixo hospitalar tratado com descaso.
Por fim, é importante ressaltar o risco que a manipulação inadequada de objetos e substâncias contaminantes oferecem á vida e ao meio ambiente. A falta de preparo e informação são fatores agravantes,  é preciso que a lei seja plicada com vigor para o bem estar de todos!



Respeite a vida, por um mundo melhor!
Imagem retirada do site:
 http://www.rcalimentos.com.br/responsabilidade-ambiental.php

Desrespeito á vida


A charge acima é uma forma bem humorada de mostrar como o descarte irregular de resíduos infectantes afeta de maneira direta o meio ambiente e suas formas de vida.

Descarte correto de materias químicos, hospitalares, tóxicos, etc, mais que obrigação: RESPEITO Á VIDA!

Fonte /charge:


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Preço da Irresponsabilidade: o caso Césio-137


Considerado a versão brasileira do caso ucraniano da usina de Chernobyl, a tragédia com o isótopo Césio-137 ficou gravado na memória dos brasileiros até os dias atuais. Encontrado facilmente em hospitais e centros diagnósticos, o acidente aconteceu devido ao descarte inadequado de uma máquina de radioterapia, encontrada na cidade de Goiânia, Goiás em 13 de setembro de 1987.

Dois catadores de lixo dariam início ao segundo maior acidente radioativo do mundo ao arrombarem um aparelho radiológico encontrado nos escrombros do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (conhecido também como Santa Casa de Misericórdia), no centro de Goiânia. Com a intenção de obter lucro com a venda do metal, a máquina foi desmontada e encaminhada a um ferro-velho. Leigos no assunto, jamais imaginariam o tipo de risco que estavam expondo-se. O dono do estabelecimento, Devair Alves Ferreira, ao abrir a máquina, expôs ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), um pó branco, parecido com sal de cozinha que, no escuro, emitia um brilho azulado.



Fotos do antigo ferro-velho onde desmontaram a cápsula com a substância radioativa.


Devair, incrivelmente encantado com o brilho do pó, passou a mostrá-lo e a distribuí-lo entre amigos e parentes, chegando ao ponto de uma das vítimas cogitar a possibilidade de confeccionar um anel com o material radioativo para sua esposa.

Cápsula contendo Césio-137



Qualquer contato físico com o material era o suficiente para que a pessoa se tornasse uma fonte radioativa, transmitindo a radiação para quem estivesse à sua volta. Algumas horas após o contato foram o suficiente para que aparecessem os primeiros sintomas: vômitos, náuseas, diarréia e tontura. Ao procurarem ajuda médica, o diagnóstico e tratamento dispensados às inúmeras vítimas da substância foram diversos, porém a grande suspeita seria uma epidemia de alguma doença contagiosa ainda não identificada. Muitos dias se passaram até ser descoberta a possibilidade se se tratar de uma Síndrome Aguda de Radiação, devido aos sintomas das vítimas.
Hipótese que só foi confirmada no dia 29 de setembro de 1987, quando Maria Gabriela, a esposa do dono do ferro-velho, levou após grande insistência com o marido, levar parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária onde as devidas providências foram tomadas, como a análise do físico Valter Mendes no local, para que fosse verificado os índices de radiação do local e a triagem dos suspeitos de contaminação realizada em um estádio de futebol, pela Secretaria da Saúde.
A primeira medida tomada foi lavar todas as roupas das pessoas expostas à radiação, para a descontaminação externa. Após esse procedimento, as vítimas tomaram um quelante denominado de "azul da Prússia" para anular os efeitos da radiação, o que não foi suficiente para evitar a morte de algumas vítimas como a menina Leide das Neves Ferreira, de seis anos, sobrinha de Maria Gabriela, que se tornou a maior fonte radioativa humana dentre as vítimas, por ter ingerido o Césio 137. Para prevenir o contágio radioativo, menina foi enterrada em um caixão de chumbo e blindado em uma parte afastada do cemitério e sob os protestos da população que tinha medo da radiação. Faleceram também Devair, Maria Gabriela e várias outras vítimas.


Túmulo da menina Leide das Neves: caixão de chumbo para evitar a radiação.


A população foi tratada de forma inconsequente: para tentar esconder o fato, o governo estadual afirmava a todos que se tratava de um vazamento de gás. Consequentemente, muitas pessoas trabalharam na descontaminação da região de maneira totalmente desprotegida, contaminando-se com a radiação.

                                           

As vítimas sofreram grandes danos: óbitos, perdas materiais, violência psicológica. Marcas que ficarão para o resto de suas vidas. Ainda assim, o descaso com as vítimas é enorme, ainda nos dias de hoje. Muitas vezes, faltam os remédios necessários aos tratamentos, os médicos insistem em dizer que novas doenças não tem relação à radioatividade, indenizações que não foram suficientes para cobrir as perdas materiais, entre outros problemas.

Descendente de uma das vítimas do Césio-137.


Consequências da radiação.




Bactérias no Laboratório

RSS e Saúde Pública




Os resíduos de serviços de saúde (RSS) comumente associados à denominação lixo hospitalar, são resíduos oriundos de hospitais, ambulatórios, clínicas médicas e odontológicas, laboratórios de análises clínicas e outras instituições relacionadas tanto à saúde humana quanto à veterinária. Embora representem uma pequena porcentagem em relação à quantidade total de lixo gerado, os RSS apresentam grande ameaça à comunidade devido ao grande potencial  de risco químico, biológico e radioativo.

No Brasil, há poucos anos atrás, os procedimentos de coleta, transporte, tratamento e local de despejo dos RSS eram dispensados de maneira semelhante aos resíduos domiciliares e públicos, mas no dia 7 de setembro de 2004 entrou em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, n° 306, onde estão definidas as classificações dos RSS bem como o devido gerenciamento a ser dado para cada grupo.


Segundo o site oficial da Prefeitura de São Paulo, a coleta de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSS) -  realizada por duas concessionárias, Loga e Ecourbis -  é feita por veículos especialmente preparados e à prova de vazamentos. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) teria em cadastro todos os pequenos geradores (como clínicas, farmácias, consultórios, etc) como grandes geradores (hospitais, ambulatórios, etc), e disponibiliza um cadastro on line para a solicitação de coleta de RSS. Segundo o mesmo, os RSS "são levados para tratamento específico".


Porém em nosso país, na prática, ocorrem falhas gravíssimas neste processo, como podemos ver na reportagem a seguir. Os RSS dos mais variados tipos, como filtros de hemodiálise, lixo provenientes de cirurgias e até mesmo resíduos oriundos do Instituto Médico Legal,  muitas vezes são descartados sem procedimento específico algum, em depósitos de lixo comum e as justificativas das autoridades responsáveis são as mais variadas possíveis. Porém a verdade é irrefutável: o que não pode acontecer, tem acontecido e nenhuma providência havia sido tomada até então. Os riscos são maiores do quê imaginamos. O risco epidemológico é enorme devido ao descarte de materiais infectados próximos a rios e córregos facilitando a proliferação dos males causados pelos RSS e poluindo o meio ambiente, presença de insetos e animais que facilmente podem transmitir doenças à comunidade devido ao contato com o lixo hospitalar, lixo residencial jogado por cima dos RSS para "disfarçar" facilitando o contágio dos catadores de lixo e materiais levados  para a reciclagem sem esterilização.
A seguir, o vídeo da reportagem feita pelo programa Fantástico sobre RSS, que foi ao ar dia 17/07/11:



 
Fontes:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1667631-15605,00.html
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos/residuos_solidos/rss_saude/index.php?p=4637
http://www.infoescola.com/ecologia/residuos-de-servicos-de-saude/

Fonte - imagem:
http://www.jornalvisaopenha.com.br/